quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Funrural

Nova lei 13.606/2018 diminui ainda mais as chances de se reduzirem as dívidas do agronegócio

ABRAFRIGO criticou o Deputado Nilson Leitão pelo seu posicionamento pela derrubada de um dos vetos.
     

“Oferecendo propostas de parcelamento para uma dívida considerada nula em face da Resolução 15 do Senado, o Projeto de Lei da Câmara 165/2017 sancionado pelo Presidente da República e transformado com vetos na Lei 13.606/2018, com vigência a partir de 01 de janeiro deste ano, está reduzindo as chances de se modular para o futuro os efeitos da decisão de março/2017 do STF na qual o Supremo reconheceu constitucional a contribuição para o Funrural, o que criou um enorme passivo para o setor.

A ABRAFRIGO interpôs Embargos de Declaração ao acórdão exarado pelo Supremo Tribunal Federal na questão do Funrural e nós sempre entendemos e defendemos que não se deveria antes da análise destes embargos haver uma MP ou PL que tratasse das dívidas passadas como esta Lei. A ABRAFRIGO sempre defendeu que uma MP ou projeto de lei sobre o Funrural deveria regular e abordar apenas as questões futuras”. Neste sentido, a entidade considerou como “muito positiva” a redução da alíquota do Funrural de 2%  para 1,2% “porque isso realmente beneficia o produtor rural”.
A avaliação da recente sanção presidencial da Lei do Funrural é da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) para quem o Projeto de Lei da Câmara 165/2017, atrapalhou toda a luta pela modulação das dívidas no STF. “Infelizmente, no mesmo dia em que caducou a MP 793, o Deputado Nilson Leitão, mesmo contra todas as evidências e reclamações de grande parte da cadeia produtiva, trabalhou na edição do Projeto de Lei da Câmara 165/2017, o qual tramitou celeremente, como nunca se viu antes, sendo aprovado pela Câmara e Senado Federal em tempo recorde”, criticou a entidade.

Segundo a ABRAFRIGO, a discussão apressada no Congresso agravou ainda mais o problema do setor porque no projeto foi introduzido o artigo 25 da agora Lei 13.606 e ele diz que a União poderá bloquear bens sem ordem judicial, em face de supostas dívidas fiscais e previdenciária de todos os produtores rurais e empresas. “Mais uma consequência perversa e maldosa para os contribuintes. Como decretar a indisponibilidade de bens dos contribuintes sem ordem judicial? Um absurdo contido na lei e não observado devidamente quando da discussão no Congresso Nacional”, explicou a entidade em nota.
A ABRAFRIGO também criticou o Deputado Nilson Leitão pelo seu posicionamento pela derrubada de um dos vetos do Presidente Michel Temer que excluiu da Lei a possibilidade das dívidas passadas serem compensadas com créditos e prejuízos fiscais, o que beneficiaria somente os grandes frigoríficos como a JBS.  “Estão esquecendo por completo que a quase totalidade dos frigoríficos brasileiros não têm os créditos e prejuízos fiscais que aqueles possuem, criando uma enorme desigualdade entre empresas do mesmo segmento. O veto de certa forma restaura o devido equilíbrio concorrencial entre os frigoríficos, sem que obviamente o tesouro nacional seja prejudicado por esta indevida e indesejável compensação”, concluiu a entidade.
Regulamentação

Aberta consulta pública sobre procedimentos na produção de alimentação animal

Manifestações devem ser feitas pela internet em formulário disponível no site do Mapa
     

Está aberta consulta pública para sugestões ao regulamento técnico relacionado à identidade, qualidade e procedimentos para uso na alimentação animal. O objetivo do regulamento é estabelecer os critérios para utilização de resíduos sólidos provenientes da indústria alimentícia, quando destinados à alimentação animal. O prazo é de 60 (sessenta) dias a contar da data de publicação no Diário Oficial, no último dia 10.

“A demanda pela regulamentação desse tema se deu em função da grande quantidade de resíduos gerados no processamento de alimentos, que são passíveis de uso na alimentação animal”, explicou Fernanda Tucci, coordenadora de Fiscalização de Produtos para Alimentação Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O estabelecimento de critérios higiênico-sanitários para a utilização segura dos produtos permitirá o uso de fontes alternativas que apresentam alto valor nutricional e custo reduzido, além de serem ambientalmente sustentáveis, de acordo com Fernanda Tucci.

Produtos destinados à alimentação animal obtidos a partir do processamento dos resíduos sólidos nas indústrias alimentícias são tratados como coprodutos. Pela regulamentação, os fabricantes devem seguir obrigações como a de somente receber resíduos sólidos identificados na origem e acompanhados de ficha técnica.
Na classificação, constam coprodutos das indústrias de cereais e farinhas, frutas e vegetais, cacau, mistura para preparo de alimentos e bebidas, bebidas líquidas e compostas, produtos lácteos e derivados, a base de açúcares, a base de óleos e de gorduras vegetais.

Para resíduos sólidos provenientes do preparo de alimentação humana é necessário gerador com instalações em condições higiênico-sanitárias que atendam aos requisitos de boas práticas de fabricação, conforme legislação específica, entre outras obrigações.
A minuta da Instrução Normativa está disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No mesmo local, pode ser acessado o formulário eletrônico a ser utilizado para encaminhar sugestões tecnicamente fundamentadas.

Ministro da Agricultura indica sucessor à Pasta nesta semana

Blairo Magg preferiu manter nome "em segredo"
     

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta terça-feira,16, que conversará ainda nesta semana com o presidente Michel Temer sobre a sucessão na Pasta, já que deve deixar o cargo em abril.
Maggi afirmou que indicará um nome, o qual preferiu manter em "segredo". "Obviamente, se for convidado a opinar, vou opinar. Estou indo para a Alemanha, encontro com o presidente em Davos, retorno com ele e espero que nessa volta a gente tenha oportunidade de conversar sobre isso", explicou.

O ministro considera que o indicado deva ser do PR: "Basicamente, os ministérios foram indicados pelos partidos e eu acho que assim continuará, porque nós temos votações importantes a serem feitas", explicou o senador licenciado, que completou: "Vai caber ao partido uma indicação e ao Presidente da República aceitá-la". 
La Niña Continua Fraca:

Embora a região sul do país não esteja com chuvas muito regulares, a região entre o sudeste e o centro-oeste do Brasil está com índice constante de precipitação – com destaque para o Mato Grosso, que tem tido chuvas volumosas e quase ininterruptas desde dezembro.
Segundo a meteorologista Graziella Gonçalves, a tendência é de que esse perfil de chuvas deva se manter no país pelos próximos 15 dias. Em entrevista ao vivo, transmitida na página de Globo Rural no Facebook, a especialista diz que isso deve acontecer por conta de uma La Niña. “Durante o verão, a La Niña permanecerá ativa. Portanto, a tendência é que as chuvas continuem”.
Nota do Blog:
A La Niña continuando fraca, não é bom para a região Nordeste.

  EXCLUSIVO: Procissão e missa encerram as festividades de Nossa Senhora Virgem dos Pobres, Padroeira da Comunidade Rural do Cabugi em Angicos





Na tarde desta segunda feira, dia 15 de janeiro de 2018 aconteceu a celebração de encerramento das festividades religiosas de Nossa Senhora Virgem dos Pobres que é a padroeira católica da Comunidade Rural do Cabugi que é pertencente ao município de Angicos.

As festividades tiveram inicio no último dia 12 vivenciando todas as noites uma intensa programação de celebrações eucarísticas em devoção a santa padroeira.

O nosso blog esteve presente de forma exclusiva no evento religioso de onde trouxemos aos nossos leitores imagens exclusivas que demonstram claramente a fé do povo da comunidade rural do Cabugi em sua santa padroeira.

Inicialmente uma procissão percorreu alguns pontos da comunidade rural conduzindo a imagem da santa padroeira, em seguida aconteceu a celebração eucarística de encerramento dentro da igreja de Nossa Senhora Virgem dos Pobres que está sendo edificada graças ao empenho do Padre Severino Neto e de moradores da comunidade aonde esta já se encontra com 80 por cento de suas obras concluídas.


O pároco de São José dos Angicos Padre Severino da Silva Neto conduziu do o ato litúrgico. Dentre as autoridades presentes o nosso blog registrou as presenças do prefeito “Marcão” da cidade de Lajes, como também do Vereador Nildo de João Oião que é filho natural daquela comunidade rural e do presidente de Câmara de Lajes o Vereador Mael Quirino.

Lamentamos porque durante o período em que lá estivemos não presenciamos a participação de nenhum membro da classe politica angicana, pois a comunidade rural do Cabugi faz parte da jurisdição de Angicos.
 






 Já em volume morto, maior barragem do RN continua secando






O maior reservatório do Rio Grande do Norte, que agora no início de 2018 entrou no chamado volume morto, continua secando. Medição feita nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn) mostra que o nível de água da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves baixou de 11,74% para 11,5% – o menor desde sua construção, em 1983.


Nesta semana, o técnico em produção de petróleo Bruno Andrade foi até a cidade de Itajá, onde ficam a prede e as comportas da barragem, e com um drone fez imagens aéreas da Armando Ribeiro .


Segundo o Igarn, se não voltar a chover logo, a barragem só manterá o fornecimento de água pelos próximos 30 ou 45 dias. Messias Targino e Patu, dois dos 40 municípios que dependem da Armando Ribeiro, entraram em colapso na quarta-feira (10). Atualmente, 16 cidades não possuem água nas torneiras e estão sendo totalmente abastecidas por meio de carros-pipa. Com isso, a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) suspendeu a cobrança das contas.

Maior reservatório do Rio Grande do Norte e o segundo do Nordeste, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves tem sua parede e suas comportas localizadas na cidade de Itajá, no Vale do Açu. A capacidade é para 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.

Estava com 286,3 milhões de metros cúbicos no relatório do dia 28 de dezembro do ano passado, o que representava 11,93% do volume máximo. No dia 3 de janeiro, após nova medição, o nível baixou para 281,8 milhões, ou seja, 11,74%. Agora, no dia 12, o nível caiu ainda mais, chegando a 275.923 milhões, o que significa 11,5% do volume máximo de armazenamento.

Com seis anos seguidos de estiagem, esta é a seca mais severa de todos os tempos no Rio Grande do Note. Os efeitos são preocupantes. Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em situação de emergência por causa da escassez de água – o que representa 92% do estado. Além das cidades em colapso, 82 precisaram adotar sistemas de rodízio para ter água encanada. Ao longo destes anos, o governo estima que os prejuízos já passaram dos R$ 4 bilhões por causa da redução do rebanho e do plantio.


No dia 4 deste mês o Igarn anunciou que a barragem Armando Ribeiro havia entrado em volume morto, que é o nome que se dá à reserva de água mais profunda das represas, que fica abaixo dos canos de captação que normalmente são usados para retirar água. Por causa disso, a vazão que era de 5 metros cúbicos por segundo, caiu para 4,36 metros cúbicos.


“Ações de monitoramento, controle e fiscalização ainda proporcionam manter os sistemas em operação”, ressaltou o diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso. Contudo, é importante que a população faça o consumo sustentável da água, “tanto para garantir a continuidade do abastecimento das cidades que ainda não estão em colapso, quanto para ajudar na recarga dos reservatórios quando as chuvas tiverem início”, acrescentou.

As previsões para 2018 são um alento, mas não garantias. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), o estado deve ter chuvas acima da média ano que vem, mas nada suficiente para encher os grandes reservatórios.

Fruticultura orgânica ganha bancos de sementes no nordeste

sementes no nordeste.jpg 1Os produtores de frutas e hortaliças do Nordeste foram beneficiados coma criação de vários bancos de sementes de plantas utilizadas como adubos verdes. O trabalho, foi desenvolvido no interior do Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão, e está ampliando e fortalecendo a fruticultura orgânica na região. A adubação verde é baseada no uso de plantas, especialmente leguminosas, que fornecem nutrientes e melhoram a qualidade do solo. Com maior oferta local de sementes dessas plantas, agricultores nordestinos economizam ao não ter que importar o material de outras regiões.
Ganharam bancos de sementes os municípios de Pedro II, Jatobá do Piauí, São João do Piauí, Parnaíba, Campo Maior, Piracuruca, São Raimundo Nonato e Simplício Mendes, todos no Piauí; Serra do Mel, no Rio Grande do Norte; Pacajús, no Ceará; e Magalhães de Almeida, no Maranhão. O acesso dos agricultores às sementes acontece por meio das cooperativas, em uma dinâmica em que a “moeda” de compra é a própria semente. O empréstimo é feito em volume de sementes, e a cooperativa recebe o pagamento em uma quantidade superior à fornecida para garantir o estoque comunitário e a segurança do plantio nas próximas safras.

A multiplicação das sementes entre os agricultores, por meio desses bancos, tem sido o ponto de equilíbrio do sistema de produção nas regiões atendidas. A experiência do engenheiro-agrônomo e analista da Embrapa Meio-Norte Mauro Sérgio Teodoro, líder da equipe que executou o trabalho, mostra que os bancos de sementes são a chave do sucesso do pequeno produtor. “O banco dá autonomia ao produtor no momento de decidir o que plantar. Tem também o fator econômico, que liberta o agricultor da necessidade de comprar sementes de fora, reduzindo o custo de produção.”

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

EMPARN REGISTROU CHUVA EM 30 CIDADES POTIGUARES NO FIM DE SEMANA



O fim de semana foi de chuva em pelo menos 30 municípios do Rio Grande do Norte, a maior parte deles na região Oeste - uma das que mais sofre com a seca. A estiagem, que já dura seis anos consecutivos, é considerada a mais severa de todos os tempos no estado.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), que registrou as chuvas entre as 7h da sexta-feira (12) e as 7h desta segunda (15), a maior precipitação foi em Umarizal, com 25 milímetros.
Também choveu em outras regiões do estado. Confira a lista:
Região Oeste
Umarizal: 25mm
Assu: 17mm
Baraúna: 16,9mm
Viçosa: 15mm
Itaú: 13,9mm
Ipanguaçu: 9,4mm
Portalegre: 4,8mm
Frutuoso Gomes: 3mm
Janduís: 3mm
Carnaubais: 2,5mm
Alto do Rodrigues: 2,3mm
São Rafael: 1,7mm
São Francisco do Oeste 0,8mm
Região Central
São José do Seridó: 12mm
Caicó: 3,1mm
Cruzeta: 2,9mm
São Fernando: 1,2mm
Região Agreste
João Câmara: 11mm
Bento Fernandes: 4mm
Monte Alegre: 4mm
Bom Jesus: 3,4mm
Vera Cruz: 3,2mm
Nova Cruz: 2mm
Região Leste
Maxaranguape: 7,5mm
Extremoz: 6,6mm
Natal: 6,5mm
Ceará-Mirim: 6,4mm
Senador Georgino Avelino: 5,2mm
Goianinha: 3,5mm
Montanhas: 1,3mm
Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em estado de emergência por causa da seca. Atualmente, 16 cidades estão em situação de colapso no abastecimento d'água e outras 82 em sistema de rodízio.
Na barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do estado, o volume de água está em 11,5%. É o mais baixo desde sua construção, em 1983. O reservatório entrou no chamado volume morto no início do ano.
Segundo o Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn), se não voltar a chover logo, o fornecimento de água a partir da barragem deve ser interrompido em no máximo 40 dias. Messias Targino e Patu, dois dos 40 municípios que dependem da Armando Ribeiro, entraram em colapso na quarta-feira (10).
As previsões para 2018 são um alento, mas não garantias. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), o estado deve ter chuvas acima da média a partir de março, mas nada suficiente para encher os grandes reservatórios.
Fonte: G1

Mesmo fraca, La Niña deve impactar clima no Brasil

Fenômeno meteorológico deve manter índice de chuvas elevado entre os Sudeste e Centro-Oeste do país

chuva-campo-meteorologia (Foto: CCommons/Pexels)
Embora a região sul do país não esteja com chuvas muito regulares, a região entre o sudeste e o centro-oeste do Brasil está com índice constante de precipitação – com destaque para o Mato Grosso, que tem tido chuvas volumosas e quase ininterruptas desde dezembro.

Segundo a meteorologista Graziella Gonçalves, a tendência é de que esse perfil de chuvas deva se manter no país pelos próximos 15 dias. Em entrevista ao vivo, transmitida na página de Globo Rural no Facebook, a especialista diz que isso deve acontecer por conta de uma La Niña. “Durante o verão, a La Niña permanecerá ativa. Portanto, a tendência é que as chuvas continuem”.
Graziella destaca que a La Niña desse ano está fraca, o que torna sua influencia sobre as chuvas menor, o que não é boa notícia para a região Nordeste. “Normalmente, a La Niña desfavorece o sul e favoreça o nordeste do país com mais chuvas, mas, por ser uma La Niña fraca, isso não tem acontecido. O impacto das chuvas para o Nordeste não tem sido tão significativo e elas estão mal distribuídas na região”, diz.

PGPAF-PRONAF

Confira os produtos que tiveram baixas de preço em janeiro de 2018 e que terão desconto no pagamento do Pronaf

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) dá às famílias agricultoras que acessam o Pronaf, nas modalidades Custeio ou Investimento, descontos no pagamento do financiamento, em caso de baixa de preços no mercado. O desconto é correspondente à diferença entre o preço de mercado e o preço de garantia do produto.
A tabela com os produtos que têm ou não desconto é pesquisada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seguida é publicada mês a mês no Diário Oficial da União (DOU) e o bônus, então, é aplicado pelo banco no saldo devedor dos financiamentos do Pronaf efetivados para os produtos da lista, garantindo que os agricultores familiares tenham assegurado, no mínimo, o custo de produção para o pagamento do que foi financiado.
Para ampliar a divulgação da lista dos produtos contemplados mensalmente pelo PGPAF, a CONTAG conta com um banner em seu Portal onde as informações estarão disponíveis e atualizadas para todos e todas.
Nesta semana, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) divulgou a lista dos produtos e estados contemplados no mês de janeiro de 2018 pelo PGPAF. Os cultivos inseridos tiveram queda no preço de mercado e, por isso, os agricultores que plantam os alimentos têm direito a descontos no pagamento do crédito adquirido por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Ao todo, entraram na lista do PGPAF 22 culturas, sendo elas: alho comum, arroz em casca natural, babaçu, banana, batata, borracha natural cultivada, cana-de-açúcar, cará/inhame, castanha de caju, cebola, erva-mate, feijão, feijão caupi, leite, manga, maracujá, mel, milho, sorgo, tomate, trigo, triticale, além da cesta de produtos que se destina a operações de investimento que não possuem um produto principal ou que não estejam incluídos na lista do programa. Para estes cultivos, os descontos são calculados por meio de uma média ponderada do feijão, leite, mandioca e milho.
Os estados que integram a lista deste mês são: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Os bônus para algumas culturas chegam a mais de 61%, como é o caso da manga para os agricultores e agricultoras do estado da Bahia. O produto, que tem custo de produção de R$ 1,11 o quilo, teve o preço de mercado no último mês registrado em R$ 0,43, o que representa uma queda de mais de 60%. Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pela Sead, bem como no Portal da CONTAG.
Segue a lista do mês de janeiro de 2018.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG

Artigo - Os agricultores que alimentarão o mundo


Maurício Antônio Lopes
Presidente da Embrapa
Crescimento econômico e dinâmica populacional serão importantes motores de transformação da sociedade nas próximas décadas.  A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a população mundial deverá atingir cerca de 9,8 bilhões até 2050, crescimento que será acompanhado por evolução da renda e da demanda por alimentos. Em função das mudanças demográficas, teremos uma população mais urbana, mais idosa, mais rica e mais exigente, demandando mais frutas, legumes, proteína animal, além de alimentos mais elaborados e sofisticados. Essa realidade pressionará os setores agroalimentar e agroindustrial e poderá elevar os riscos relacionados à poluição, esgotamento do solo, da água e da biodiversidade, além de intensificar estresses devido às mudanças climáticas globais.
Outra preocupação crescente refere-se ao tipo de unidades produtivas e de agricultores que serão necessários para garantia da segurança alimentar e nutricional das populações no futuro. Afinal, sem agricultores e sem fazendas não há sistema alimentar. Assim, uma ação central em qualquer estratégia de desenvolvimento é a busca de condições que viabilizem econômica, social e ambientalmente a produção de alimentos, proporcionando renda e condições de vida dignas aos agricultores, aos trabalhadores do campo e suas famílias, além de proteção aos recursos naturais. Esta discussão ocorre em meio a um grande debate, energizado por certo viés ideológico, que antagoniza pequenos produtores e a agricultura de maior escala na discussão dos modelos de produção de alimentos mais adequados para o futuro.
Para melhor contextualizar esta discussão, é preciso examinar os números levantados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 2016, sobre os agricultores no mundo. O estudo cobriu 167 países, que representam 96% da população mundial, 97% da população ativa na agricultura e 90% das terras agrícolas, mostrando existirem cerca de 570 milhões de propriedades rurais em todo o globo.  A Ásia concentra 74% delas, sendo que a China responde por 35% e a Índia, por 24%. Nove por cento são encontrados na África Subsaariana, e 7% na Europa e Ásia Central. Fazendas na América Latina e Caribe representam 4% e apenas 3% estão localizadas no Oriente Médio e no norte da África. Treze por cento das fazendas estão em países de baixa renda e 4% nos países mais ricos, ficando os países em desenvolvimento de renda mediana com 83% de todas as propriedades rurais do globo.
A FAO estudou também uma amostra de 111 países e territórios com um total de cerca de 460 milhões de propriedades rurais e concluiu que 72% delas têm menos de um hectare, 12% têm entre 1 e 2 hectares, 10%, entre 2 e 5 hectares. Apenas 6% das fazendas do mundo são maiores que 5 hectares. Com o crescimento populacional, a tendência é de fragmentação ainda maior das unidades produtivas nos países mais pobres. Durante a última década, na África, o tamanho médio das propriedades foi reduzido de 2,4 para 2,1 hectares, e de 2,2 para 1,1 hectares na Índia, entre 1970 e 2011. Reduções no tamanho das propriedades impedem os agricultores de viver de maneira digna, ampliando a migração para as cidades. Some-se a isso o fato de que cresce em todo o mundo o número de agricultores ativos com mais de 60 anos de idade, grande parte sem perspectivas de sucessão, já que os filhos buscam outras profissões.
Estudos da FAO também revelam que o progresso e o crescimento da renda provocam a redução no número de agricultores e o aumento no tamanho das propriedades. As maiores, com uma superfície superior a 5 hectares, cobrem 27% das terras em países de baixa renda, 43% nos países de renda média baixa, 96% nos países de renda média alta, e 97% em países de alta renda. Países desenvolvidos, grandes produtores e exportadores de alimentos, como Estados Unidos e Holanda, por exemplo, têm menos de 1% da força de trabalho no campo. Ainda assim, cerca de 14% da economia holandesa e 5.5% da gigantesca economia americana resultam da produção agrícola.
Portanto, a dura realidade que se apresenta no horizonte de 2050 não poderá ser enfrentada a partir de um estéril embate entre pequenos e grandes produtores. Ambos são essenciais, uma vez que dobrar a produção de alimentos em prazo tão curto exigirá a modelagem de uma agricultura cada vez mais diversificada e especializada. O mundo precisará investir na intensificação do uso das terras já destinadas à produção, além de expansão prudente de área, com rigoroso balizamento na sustentabilidade. A agricultura comercial de maior escala seguirá se ampliando com o avanço do progresso econômico, especialmente para prover produtos de grande demanda como soja, milho, carnes, açúcar, fibras, dentre outros.
Os pequenos produtores continuarão sendo uma maioria muito importante para o futuro da segurança alimentar, mas sua viabilidade dependerá de apoio e políticas públicas relacionadas à propriedade da terra e à sucessão, ao acesso a conhecimento, tecnologia e financiamento, além de mercados amigáveis à lógica da inclusão produtiva.  A produção se tornará mais diversa e especializada para ganhar a preferência de consumidores cada vez mais exigentes. Hortaliças, frutas, cafés e produtos especiais ligados à moderna gastronomia já sustentam modelos mais sofisticados e rentáveis de pequena produção em muitos países, e certamente se expandirão no futuro.
O Brasil, neste momento, realiza um novo Censo Agropecuário para levantamento de informações sobre o seu setor agropecuário. Este retrato atual do mundo rural brasileiro, a ser aprontado em 2018, nos permitirá traçar um perfil detalhado da produção e dos nossos agricultores, base para projetarmos o futuro que queremos para as múltiplas agriculturas que povoam nosso imenso e diverso país.

Artigo publicado na edição do dia 14 de junho de 2018 do jornal Correio Braziliense.
Secretaria de Comunicação

Sertão de Pernambuco já produz frutas que antes só eram adaptadas ao clima frio


Fruteiras de clima frio, como a maçã, caqui e pera estão sendo produzidas no sertão de Pernambuco junto da manga e da uva, que se tornaram tradicionais nas margens do Velho Chico. Com isso, os frutos passaram a se adaptar às altas temperaturas. Após dez anos de pesquisa, os resultados agradaram agricultores e cientistas.
Com temperatura acima dos 40ºC durante o dia, o vale do Rio São Francisco se tornou o principal polo exportador de uva e manga do país. A região movimenta por ano cerca de R$ 1,1 bilhão com essas frutas.

Com o cultivo de manga e uva consolidado, a região tem inaugurado a produção de frutas ainda mais exigentes com relação às baixas temperaturas, como a pera, por exemplo. A maior parte da produção de maçã, caqui e pera no Brasil se concentra nos estados do Sul e do Sudeste. No entanto, a intenção não é que o Nordeste compita com a produção das demais regiões do país, mas aproveite as janelas deixadas por eles durante o ano. E então, suprir o mercado nos meses de entressafra. No caso da pera, a oportunidade de mercado é ainda maior, porque o Brasil não dá conta de produzir tudo o que consome, e 95% dessa fruta vem do exterior.