segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Além da queda, o coice.

Após o estado encerrar o contrato de fornecimento do leite com as usinas, agora foi a vez do governo federal encerrar o convênio do leite com o estado, a partir deste mês. Alegação do governo: Tá faltando dinheiro. É brincadeira, em? E as crianças?


 Chuva apaga incêndio florestal na região Central potiguar

Chamas destruíram vegetação entre as cidades de Lajes e Angicos durante toda a noite da quinta (19) e madrugada desta sexta (20).

Incêndio atinge área de mata entre as cidade de Lajes e Angicos (Foto: Cedida)
Incêndio atinge área de mata entre as cidade de Lajes e Angicos

m incêndio atingiu uma região de mata e destruiu uma extensa área de vegetação nativa entre os municípios de Lajes e Angicos, próximo ao Pico do Cabugi, na região Central potiguar. O fogo durou boa parte da noite da quinta-feira (19) e praticamente toda a madrugada desta sexta (20). A chuva que caiu quando o dia amanheceu apagou as chamas, segundo o Corpo de Bombeiros.
Por volta de 1h30 da madrugada, equipes de combate a incêndio estiveram no local. Segundo o capitão Rafael Franco, a região era de difícil acesso, mas as equipes conseguiram reduzir as chamas. Ninguém ficou ferido.
Com a redução do fogo, os dois carros que foram usados na ocorrência voltaram para Natal. Ainda segundo o capitão, ainda não foi possível determinar a dimensão dos estragos nem afirmar o que causou o incêndio. Porém, ele ressaltou que, "devido a seca, qualquer fagulha ou fogueira acesa pode ter contribuído para o início do fogo".
Chuva que caiu pela manhã apagou o fogo (Foto: Divulgação/CBM)
Chuva que caiu pela manhã apagou o fogo

 Caern automatiza Adutora Sertão Central Cabugi


A adutora Sertão Central Cabugi, responsável pelo abastecimento das cidades de Angicos, Fernando Pedroza, Pedro Avelino, Lajes, Caiçara, Pedra Preta, Jardim de Angicos e Riachuelo foi automatizada. Isto significa que foi implantado um sistema de telecomando e medição do consumo de água na três Estações de Bombeamento de água ao longo da adutora. O principal ganho é um melhor controle sobre o sistema de abastecimento, além de redução de custos com a operação.
A adutora está entre as de maior extensão no Estado, com 204 quilômetros e capta água na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves nas imediações da cidade de Itajá. O trabalho de automação reduz a perda de água e melhora o controle operacional. Toda a operação passa a ser acompanhada via computador e aparelhos celulares. Através do sistema é possível acompanhar o volume dos reservatórios de água, monitorar a pressão na saída das estações, reduzir o consumo de energia elétrica, garantindo a melhora do serviço prestado ao consumidor.


Leite

Governador participa de lançamento de indústria de leite em São José do Divino

Wellington Dias participa de lançamento de indústria de leite em São José do Divino
     
No município de São José do Divino, o governador Wellington Dias participou do lançamento da construção da indústria de lacticínios Divino Leite S/A. A fábrica, que deve ser concluída em aproximadamente 12 meses, vai gerar cinco mil postos de trabalho em 22 municípios da região. 

Com produção inicial estipulada para 40-60 mil litros de leite por dia, a Divino Leite poderá chegar a 80 mil litros do produto, abastecendo boa parte do consumo piauienses de leite que chega a 200 mil litros diários.
"É a primeira indústria piauienses capaz de industrializar o leite longa vida, o consumo de leite que mais aumentou e segue aumentando no Piauí. Comprávamos tudo de fora e agora, com a Divino Leite, vamos garantir um produto 100% feito no Piauí, com a vantagem de ter uma empresa âncora para fazer acontecer o desenvolvimento da produção nessa região", pontuou o governador Wellington Dias.
O diretor-presidente da Divino Leite, Francisco Marcelo Carvalho, falou da perspectiva otimista de visualizar a produção de lacticínios no estado. "Iniciamos estudos técnicos quando muitos diziam que o Piauí não tinha capacidade de produção. Diante desses estudos encontramos diversas possibilidades e parcerias com mais de 500 famílias que sobrevivem com a produção de leite. Vamos provar que nós piauienses somos capazes de produzir nosso próprio leite", afirmou.

As instalações da Divino Leite estão sendo construídas no km 134 da BR 343, próximas à entrada da PI 311, no povoado Piçarreira, distrito de São José do Divino.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, outros investimentos deverão se instalar nos próximos anos no Norte piauiense. "Essa região não vai se fortalecer apenas na área do leite. Outras empresas da área de fruticultura e piscicultura vão surgir", revelou Limma.
Câmara Setorial
Na ocasião, Dias homologou, através de decreto estadual, a Câmara Setorial do Leite do território da Planície Litorânea. A cooperativa agropecuária se Piracuruca e associações como a de produtores de leite de Caraúbas e a de Produtores Rurais de São José do Divino, estão entre as entidades que ao lado de órgãos de governo e de bancos de financiamento público irão compor a câmara. 
NOTA DO BLOG: Enquanto no Piauí o governo está abrindo fábricas de leite, no RN, está fechando.


Valor da Produção Agropecuária é de R$ 535,42 bilhões

Lavouras puxaram alta ao registrarem crescimento real de 6,3 %
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A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária ( VBP ) de 2017 com base em informações do mês de setembro é de R$ 535,42 bilhões, revelando crescimento de 2,1 % sobre o valor estimado em setembro de 2016, R$ 524,49 Bilhões.
O aumento foi impulsionado pelo resultado das lavouras, que tiveram aumento de 6,3 % , em termos reais (descontada a inflação do período), enquanto na pecuária, houve redução de 5,9 %.
Na composição do VBP, lavouras geraram R$ 365,88 bilhões, 68,3 % do total, e a pecuária, R$ 169, 53 bilhões, 31,7 % do total. Como o ano civil está quase encerrado, devemos ter pequenas alterações até o fim do ano, prevê José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Destacaram-se em termos de aumento de valor, o algodão herbáceo, 74,4 %; cana-de-açúcar, 33,4 %; mandioca, 91,1 %; milho, 14,6 %, e uva, 49,3 %. Os destaques devem-se principalmente aos preços alcançados, embora o milho esteja obtendo tal resultado com aumento de 47% da safra, sobre 2016. O crescimento se deve ao aumento da segunda safra, que foi de 65,2 %. O resultado permitiu elevar as exportações de 18,9 milhões de toneladas, em 2016, para 30 milhões de toneladas neste ano.

Na pecuária, os melhores resultados são observados em carne suína, com aumento real do valor de 7,7 % e leite, 8,6 %. Mas os preços de carne bovina, frango e ovos, derrubaram os resultados da pecuária neste ano.
Produtos que tiveram queda nos preços foram banana (-22,7 %); batata-inglesa (-52,2 %); cacau (-28,2 %); café (- 13,6 %); cebola (- 47 %; feijão (-19,6 %) trigo (- 36,9 %); e maçã (- 21,5 %).
Os resultados regionais mostram a liderança do Sul, com faturamento de R$140, 98 bilhões, seguido por Centro-Oeste, R$ 138,53 bilhões, Sudeste, R$ 137, 2 bilhões, Nordeste, R$ 49,4 bilhões, e Norte R$ 32,5 bilhões.

Seis fatos sobre a carne suína que você precisa saber antes de ir ao açougue

Na União Europeia, o consumo per capita anual gira em torno de 25 kg. No Brasil, são apenas 15 kg por habitante
     

No Brasil, ela é presença obrigatória na mesa em festas de final de ano. No resto do mundo, porém, a máxima vale para o ano inteiro. A carne suína é a proteína mais consumida no mundo. Cada chinês, por exemplo, come em média 39 kg por ano. E estamos falando de mais de 1 bilhão de chineses. Na União Europeia, o consumo per capita anual gira em torno de 25 kg. No Brasil, são apenas 15 kg por habitante.

Uma das explicações para a baixa saída por aqui são os mitos que ainda rondam a carne suína, resultado de práticas que ficaram definitivamente no passado. Hoje, com processos altamente tecnificados e padrões sanitários elevados, conforme acompanhou a Expedição Suinocultura, a cadeia produtiva dos suínos oferece produtos de alta qualidade e, inclusive, com cortes gourmet. Por exemplo, você sabia que da carne suína também é possível tirar picanha? Coxão-mole? Alcatra? Filé mignon?
Confira abaixo uma série de curiosidades para deixar o preconceito de fora da mesa.
“Pode comer mais de uma vez por semana?”
A carne suína é fonte de proteínas, vitaminas do complexo B, ferro, selênio (antioxidante), entre outros minerais benéficos para a saúde. Mas é preciso cuidar do preparo: ela é uma opção saudável? Sim. Mas não adianta incluí-la no cardápio se for frita ou servida com acompanhamentos calóricos. Partes magras como o filé mignon, a bisteca e o carré podem entrar na mesa de 2 a 3 vezes por semana.
“Mas eu acho carne suína muito gordurosa...”

Atualmente, a proteína suína tem 31% menos gordura, 14% menos calorias e taxas de colesterol 10% menores do que há 20 anos. Isso porque, atualmente, a criação é feita à base de rações balanceadas, o que faz a camada de gordura diminuir. A carne suína possui maior quantidade de fibras brancas do que a bovina e isso a torna mais leve. Por esses e outros motivos é muito indicada em dietas para ganho de massa magra e em processos de emagrecimento para quem pratica atividades físicas.
“Eu pensava que era só torresmo...”
O suíno possui mais de 60 cortes, alguns pouco conhecidos, mas não menos saborosos, como prime rib e suã. O que antes era apenas identificado como lombo, costela, pernil e toucinho, agora pode ser melhor trabalhado, o que valoriza partes pouco conhecidas. É o caso da picanha, da alcatra suína e do filé mignon.
“É mesmo a mais consumida?”

Você sabia que o consumo de carne suína no mundo representa mais de um terço (37%) de toda a produção de proteína animal, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)? Esse índice faz dela a carne mais consumida em todo o planeta, à frente da bovina e da proteína de frango.
“Mas eu só como se for beeeeem frita, minha avó diz que pode fazer mal”
Tudo bem, com conselho de vó não se brinca. Mas, diferentemente do passado e do que ocorria também com outros tipos de proteína animal, a carne suína segue hoje altíssimos padrões de sanidade. Várias regras são seguidas durante a produção, para que o produto chegue à mesa do consumidor com altos padrões de qualidade e sabor. Os produtores devem manter programas rígidos de alimentação nas granjas e de conservação da água fornecida aos animais. As instalações precisam ser ventiladas e sem superlotação.

O rebanho brasileiro é alimentado exclusivamente com base em cereais. Além disso, há o respeito ao calendário de vacinação, que os criadores têm de seguir à risca para evitar doenças. Com o objetivo de garantir a segurança da cadeia produtiva, todo animal passa por um sistema de inspeção que envolve ações em âmbito municipal, estadual e federal.
“Mas é barata... será que é boa mesmo?”
Em geral, a carne suína exige menor custo de produção, sendo, por isso, mais acessível do que outras proteínas. O menor custo, no entanto, não influencia na qualidade do produto final. Portanto, barata não: acessível!
Fontes consultadas:
- Edmar Gervásio, analista técnico da cadeia da suinocultura do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná
- Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
- Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).


Governo conclui primeira etapa do Programa Água Doce beneficiando 15 mil pessoas



O Governo do Estado entregou hoje (20) a primeira unidade de dessalinização de águas movida a energia solar no Brasil. A unidade está instalada no assentamento Morada da Paz, no município de João Câmara a 90 quilômetros de Natal, e vai beneficiar 65 famílias. Outro sistema de dessalinização foi entregue na comunidade de Serra Verde, também em João Câmara, e beneficiará 45 famílias.
A dessalinização de águas integra o Programa Água Doce (PAD) do governo federal e no Rio Grande do Norte beneficia 38 municípios com 68 sistemas já implantados. O dessalinizador garante água potável para consumo humano, promove a autonomia e o uso consciente da água.
O governador em exercício Fábio Dantas disse que o Água Doce é de grande importância por que "parte do básico, que é o acesso à água, para permitir que as pessoas possam conquistar melhor qualidade de vida, melhor condição de saúde e possam produzir, trabalhar, gerar renda, riqueza e transformar vidas".
O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Ivan Junior, explicou que o Rio Grande do Norte passa a ser uma referência nacional para a dessalinização de águas, inclusive com a adoção da tecnologia da energia solar. "Estamos oferecendo água de excelente qualidade, dessalinizada e tratada para consumo humano. E ainda vamos fazer o aproveitamento das águas do descarte para a criação de peixes e para a agropecuária", informou Ivan Junior.
O coordenador nacional do Programa Água Doce, Renato Saraiva disse que "a entrega de cada sistema de dessalinização é o fim de uma obra, mas também o início da operação da estação de tratamento de água e o início de uma nova fase na vida das pessoas que irão dispor de água de qualidade". Ele também destacou que os sistemas têm gestão compartilhada para sua manutenção pelos governos federal, estadual e municipal e também pelas associações comunitárias.
Evarista Quirino mora e trabalha em Serra Verde há 22 anos. Casada e mãe de três filhos, ela produz mandioca, milho, feijão, caju e castanha numa área de 25 hectares. "Com água de boa qualidade vai melhorar muito para nós. Hoje somos abastecidos por carros pipa. Agora não precisamos mais. Vamos ter água aqui para o nosso consumo e vai melhorar muito para toda nossa comunidade", afirmou. 
Em Serra Verde o ato promovido pelo Governo do Estado reuniu o Secretário Nacional de Recursos Hídricos, Jair Vieira, o coordenador nacional do Programa Água Doce, Renato Saraiva, o presidente da Associação Internacional de Dessalinização (IDA), Emilio Gabbrielli, a vice-presidente da IDA, Shannon Kathleen McCarthy.
O ato na comunidade Serra Verde também foi o encerramento da programação do Congresso Mundial de Dessalinização, reconhecido como o principal evento mundial na área, que ocorreu esta semana em São Paulo.
No evento nacional, o RN participou expondo suas experiências com a política adotada para gerir os dessalinizadores, em parceria com as comunidades, uma referência no país.

O QUE É O PROGRAMA ÁGUA DOCE NO RN
Convênio firmado pelo Governo do Estado com o Ministério do Meio Ambiente, através da Semarh, no valor de R$ 19,9 milhões. A meta é implantar, recuperar e gerir 103 sistemas de dessalinização em comunidades rurais.
Com a entrega dos 68 sistemas, o Governo do Estado finaliza a primeira etapa do convênio beneficiando 15 mil pessoas em 38 municípios em todas as regiões do Estado.
Na segunda etapa do Programa, serão instalados mais 35 sistemas de dessalinização, revitalização da unidade demonstrativa de Caatinga Grande, implantação de duas unidades demonstrativas e mais dois sistemas de dessalinização movidos a energia solar. No total, o PAD vai beneficiar em torno de 30 mil pessoas no RN.
NOTA DO BLOG: O governo do estado prometeu instalar um dessalinizador na comunidade de Pelo Sinal II. Estudos foram realizados, reuniões aconteceram, marcaram a data da instalação, mas, até o presente, nem reunião tem acontecido. Pelo Sinal II, é uma associação rural, encravada na área do pico do cabugí no município de Fernando Pedroza. Possui estrutura para tal, com mais de 20 famílias residentes e que padece anos e mais anos, com a falta dágua. Alô, alô, secretário Ivan Júnior, cuide homem. Vamos aguardar. Fazer o que?   

Fenômeno La Niña deverá se manter até meados de 2018



 O gerente de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Britot, analisando as condições meteorológicas, com as chuvas e o vento forte que estão ocorrendo em parte do Nordeste, prevê a permanência do fenômeno La Ninã, até meados de 2018. Nas análises das imagens dos satélites meteorológicos, destaca que “no monitoramento das Oscilações 30-60 dias (onda planetária que circula o planeta na faixa equatorial de oeste para leste causando instabilidades na fase positiva), mostra que possivelmente em meados de dezembro essa oscilação estará com sua fase positiva sobre o nordeste brasileiro e com isso aumentando as condições de ocorrência de chuvas mais significativas”.
      Acrescenta o meteorologista que a ocorrência de chuva no Nordeste no período de fevereiro a maio, depende de vários fatores, entre eles as condições dos oceanos Pacífico e Atlântico e a Atividade Solar. “Hoje, analisando as condições atuais temos o Oceano Pacífico, a previsão é de ser favorável em 2018. No caso da atividade solar, a previsão é de diminuição (a relação é que quando aumenta a atividade solar, diminui a ocorrência de chuva na região e quando diminui a atividade solar, aumenta a ocorrência de chuvas, exemplo anos de 2008 e 2009, último período de mínimo da atividade solar), assim é mais uma variável que estará favorável em 2018. Somente ainda estamos analisando as condições termodinâmicas do Oceano Atlântico, que por ser um oceano menor ainda não é possível determinar como será o seu comportamento em 2018”.
        Segundo Gilmar Bristot, o mês de outubro de 2017 tem apresentado uma característica climática diferente dos últimos anos com relação as condições de chuva e temperatura principalmente na região litorânea. A presença de águas mais frias do que o normal ao longo da faixa equatorial do oceano Pacífico (Fenômeno Lá Niña),  tem influenciado na manutenção de ventos mais forte do que o normal, maior concentração de umidade e consequentemente mais ocorrência de chuvas causadas pelo sistema de brisa sobre o litoral nordestino e temperaturas próximo da normalidade.
          No interior do Estado, em algumas áreas isoladas do Alto Oeste, Chapada do Apodi, Seridó e Agreste, também ocorrem pancadas de chuvas ocasionadas por Sistemas Meteorológicos Transientes como restos de Frentes Frias e circulação do ar em altos níveis da Atmosfera. A previsão é de permanência do fenômeno pelo até meados de 2018, o que indica que não teremos formação de bloqueios ocasionados pelo comportamento do Oceano Pacífico no período chuvoso de 2018, facilitando assim o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (sistema meteorológico que causa as Chuvas na Região Nordeste no período de fevereiro a maio) para próximo do Nordeste Brasileiro nos meses de fevereiro a maio de 2018. Também, nesses próximos meses novembro, dezembro e janeiro de 2018, poderão ocorrer chuvas decorrentes da atuação de Vórtices Ciclônicos de Ar Superior ( VCANS), mas como são de baixa previsibilidade não é possível prever o período e a intensidade  que deverão ocorrer.

A importância do cavalo no tratamento de doenças em humanos

Equoterapia__2_Desde a antiguidade, estudiosos comprovam os benefícios terapêuticos da interação com cavalos. Para algumas pessoas montar é uma terapia. Conviver com os animais traz inúmeros benefícios para tratamentos de deficiência física, intelectual e/ou social: diminui a ansiedade e estresse; sedentarismo; alívio da depressão; desenvolve aspectos de afetividade; autoconfiança; socialização e concentração.
Em 10 de Maio de 1989, o método chegou ao Brasil através da Associação Nacional de Equoterapia, responsável por estabelecer padrões para a prática dentro do país. Segundo a Associação, também conhecida como ANDE-Brasil, a equoterapia utiliza técnicas de equitação para reabilitar pessoas com deficiência ou necessidades especiais. A prática é terapêutica e educativa, pois os movimentos realizados pelo cavalo estimulam diferentes áreas do cérebro, incluindo o sistema nervoso, ativam a circulação sanguínea e fortalecem os músculos.
Segundo a Universidade de São Paulo, que desenvolve um projeto de equoterapia desde 2001, o tratamento promove a melhora física, psíquica, cognitiva e social. O projeto já foi realizado em pacientes com “paralisia cerebral, síndromes genéticas, microcefalia, traumatismo craneoencefálico, traumatismo raquimedular, acidente vascular encefálico, parkinson, deficiência visual, esquizofrenia, hiperatividade, entre outros. “
Uma questão extremamente importante para que a equoterapia atinja o objetivo desejado, é a escolha de um animal devidamente preparado para atender as necessidades do paciente. O gerente de produtos para Equinos da Guabi, Sigismundo Fassbender explica qual o perfil do animal adequado para a prática. “Primeiramente, é muito importante escolher um cavalo de natureza dócil e que esteja acostumado a conviver com pessoas. Estar em dia com os programas de profilaxia (vacinas, vermífugos, etc), sempre com boa higiene para não transmitir doenças para as pessoas. Mas para que este animal seja capaz de realizar o tratamento equoterápico, ele precisa ser devidamente treinado para a prática e, acima de tudo, ter uma nutrição adequada para esta rotina. ”

A nutrição adequada é uma das questões mais importantes a ser considerada. O equino que se alimenta proporcionalmente a quantidade de exercícios que realiza, diariamente, e de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontra é capaz de repor todos os nutrientes perdidos com o gasto energético e consequentemente, terá um rendimento melhor.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Um voo de galinha (?) (I)


     

No jargão econômico “voo de galinha” ocorre quando uma economia inicia um processo de recuperação, porém, por falta de condições estruturais não consegue ir muito longe e, pouco tempo depois, volta a recuar ou, na melhor das hipóteses, estagna em patamares baixos. A economia brasileira, neste momento, corre este risco.

Após uma profunda recessão, iniciamos uma lenta recuperação que poderá se cristalizar em um PIB positivo entre 0,5% e 0,7% em 2017. Alguns elementos conjunturais, a partir da consolidação de uma equipe econômica eficiente, começam a aparecer: inflação anualizada em 2,5% (abaixo do piso da meta); balança comercial superavitária, podendo chegar a um saldo superior a US$ 65 bilhões no corrente ano (recorde histórico); déficit das contas externas menor (projeção de US$ 24 bilhões para 2017, após US$ 104,1 bilhões em 2014); juro básico em queda (atualmente 8,25% aa, contra 14,25% um ano antes); desemprego ainda elevado, porém, em recuo; Investimentos Externos Diretos podendo chegar a um recorde superior a US$ 70 bilhões em 2017; e câmbio estável entre R$ 3,10 e R$ 3,20 por dólar há muito tempo.
Sem entrar na qualificação destes resultados, pois alguns deles não são consistentes, o que mais interessa no momento é destacar que os mesmos ajudam na recuperação econômica, porém, não oferecem suporte para que tal processo tenha duração. Há um claro sentimento de que deveremos crescer um pouco mais em 2018 (talvez chegando entre 1,5% a 2% de PIB), desde que a atual equipe econômica seja mantida.

Após, estaremos na encruzilhada das eleições presidenciais. Em as urnas indicando um governo em linha com o desenvolvimentismo irresponsável, é provável que a recuperação já se esgote no ano seguinte. Em caso contrário, ainda haveria fôlego para o país crescer, talvez, até 2020. Depois disso, somente com fortes ajustes estruturais, ou seja, com a efetiva realização das reformas, desde que feitas com qualidade e profundidade.
Dito de outra maneira, qualquer que seja o cenário político nacional, sem as reformas estruturais o crescimento econômico nacional, que agora se retoma, poderá se caracterizar como um “voo de galinha”. Por quê? Porque o elemento central de nossa crise está na ausência de um ajuste fiscal eficiente de nossas contas públicas. Todos os demais pontos positivos citados acima são consequências deste aspecto.

Ora, infelizmente neste quesito a equipe econômica vem fracassando, superada pelos interesses políticos e imediatistas dos diferentes poderes da República. A revisão para cima, em julho, do déficit primário para este e os próximos anos, após um pacote econômico arrecadatório em março, confirma tal cenário. Os detalhes e desafios de tal realidade veremos no próximo comentário. (segue) 

Agronegócio

Agronegócio registra saldo comercial de US$ 7,4 bilhões em setembro

Com aumento das exportações, em especial a de produtos da soja, resultado do mês foi positivo
     
Representando quase a metade das vendas de produtos brasileiros ao exterior, o agronegócio apresentou saldo comercial positivo em setembro. No mês, o setor registrou um superávit de US$ 7,41 bilhões, diante de um aumento de 23,7% nas suas exportações na comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse resultado consta da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O crescimento das exportações foi ocasionado por maiores embarques de complexo soja (grãos, farelo e óleo), cereais, produtos florestais, fibras e produtos têxteis e carnes. No total, foram exportados US$ 6,76 bilhões desses produtos, o que representa uma participação de 79% das exportações totais do agronegócio.

Compradores
No mês, a Ásia continuou como o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, comprando um total de US$ 3,83 bilhões do setor brasileiro. Foi registrado um aumento de 40,6% nas exportações para a região como resultado do aumento das vendas de soja em grãos para a região.

Entre os países asiáticos, a China foi a que importou mais: US$ 1,86 bilhão em função da compra de US$ 1,31 bilhão apenas de soja.

Encontrado arroz de 4 mil anos original da Amazônia

Ajudaria a desenvolver cultivares mais adaptáveis que as asiáticas
     

Há aproximadamente 4.000 anos, agricultores que habitavam a região amazônica descobriram como manipular arroz selvagem para que as plantas pudessem fornecer mais alimento. Foi o que descobriram arqueólogos do Reino Unido e do Brasil, em uma pesquisa promovida pela Universidade de Exeter (Inglaterra) e financiada em parte pelo Conselho Europeu de Pesquisa.

Os pesquisadores encontraram evidências de que os antigos habitantes sul-americanos aprenderam a cultivar maiores áreas de arroz usando variedades de grãos adaptados para a região. Eles imaginam que essa experiência pode ter sido perdida após 1492, quando os europeus chegaram e a população indígena foi dizimada, de acordo com o estudo publicado na revista Nature.
A evidência do sucesso dos primeiros produtores de arroz nas vastas zonas úmidas perto do rio Guaporé, no estado de Rondônia, poderia ajudar os agricultores da atualidade. Com as amostras encontradas seria possível desenvolver cultivares de arroz menos suscetíveis à doenças e mais adaptáveis aos efeitos das mudanças climáticas do que as variedades de origem asiática que são usadas atualmente.

Os arqueólogos analisaram 16 amostras de plantas microscópicas de dez períodos diferentes encontrados durante escavações conduzidas no ano 2014 pela Universidade de São Paulo no sudoeste da Amazônia. Foram encontrados pedaços microscópicos de sílica em um nível de solo que sugere que o arroz começou a desempenhar um papel mais preponderante na dieta de pessoas que viviam na área, o que levou ao aumento do cultivo do cereal com o passar do tempo.
As mudanças na proporção de restos de casca, folha e caule encontrados em diferentes níveis do solo também sugerem que os residentes da Amazônia se tornaram agricultores mais eficientes ao longo do tempo, produzindo mais grãos e menos folhas. O arroz cultivado, Oryza sp, também se tornou maior ao longo do tempo em comparação com o arroz selvagem cultivado pela primeira vez pelos sul-americanos.

“Este é o primeiro estudo a identificar quando o arroz selvagem começou a ser cultivado para a alimentação na América do Sul. Nós descobrimos que as pessoas estavam produzindo sementes cada vez maiores. Mesmo que eles também estivessem comendo plantas selvagens e domésticas, incluindo milho, palmeiras e abóbora, o arroz selvagem era um alimento importante, e as pessoas começaram a cultivá-lo nas margens do rio”, afirmou o professor que liderou a pesquisa, José Iriarte, da Universidade de Exeter.